sábado, 14 de fevereiro de 2009

Mesmo


Este texto foi feito para você.

Mesmo que faça esta cara de quem acabou de ler um clichê, aceite.

Eu sei, lendo assim parece um daqueles bordões de lojas de departamento; Mas este texto é para você.

E que fique claro: Não é para qualquer um que o leia.

Você saberá se é ou não para você.

Se não for, pare de ler imediatamente, pois esta mensagem não é do seu interesse.

Como? Confie em mim, você saberá.

Sabe o que é melhor do que criticar alguém sem que esta pessoa note?

(Se você sorriu é porque já sabe se é ou não para ti)

Pois bem. Não sabe?

Então também não me darei ao trabalho de dizer.

Brincadeira.

A única coisa melhor do que criticar uma pessoa sem que esta perceba é declarar sua admiração por alguém sem que este se dê conta.

Esperava mais?

Que chato, mas se ajuda, gosto muito de você.

Mesmo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Cedo


Ainda era cedo.
Eu já era um homem, sabia o que queria e lutava para atingir meus objetivos
Ainda assim era cedo
Se perguntarem a mim, direi que de nada sei.
Afinal essas coisas assim são difíceis de admitir. Mesmo carregadas em nosso olhar.
Ainda é cedo.
Seria exagero da minha parte dizer que nunca me senti assim, entretanto, seria ainda mais ultrajante se eu dissesse que assim já me senti.
Me diz: Quem é você que nem chegou mas já fez questão de se guardar em mim?
E se não for pra ficar, trate de avisar.
Não gosto de brincar assim com tanto a perder
Ainda é cedo, mas se depender de mim também depende de você.
E se não incomodar eu pretendo ficar aqui.
Até mais tarde.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Diante dos meus olhos há o mesmo mundo.

Pessoas que vêm pra ficar ou não, objetos novos e o lixo cinza perto do corrimão.

Diante da minha janela há uma porção de outras, cada uma com uma história.

Rostos e gostos diferentes ou não, mesmo compartilhando do mesmo sangue ou de algumas boas e velhas memórias.

Por trás dos meus olhos há o mesmo infeliz.

Forjando sorrisos e se dizendo bem, porém solitário porque assim quis.

Por trás da minha janela há uma porção de rachaduras e de papéis espalhados pelo chão.

Cada um deles com uma figura gonza e deformada. Típica de quem quer se lembrar como se faz um coração.