quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Diante dos meus olhos há o mesmo mundo.

Pessoas que vêm pra ficar ou não, objetos novos e o lixo cinza perto do corrimão.

Diante da minha janela há uma porção de outras, cada uma com uma história.

Rostos e gostos diferentes ou não, mesmo compartilhando do mesmo sangue ou de algumas boas e velhas memórias.

Por trás dos meus olhos há o mesmo infeliz.

Forjando sorrisos e se dizendo bem, porém solitário porque assim quis.

Por trás da minha janela há uma porção de rachaduras e de papéis espalhados pelo chão.

Cada um deles com uma figura gonza e deformada. Típica de quem quer se lembrar como se faz um coração.

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